10 de outubro de 2026

Stress e diabetes: como o que sentimos influencia a glicemia

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Viver com diabetes é muito mais do que medir a glicemia, cuidar da alimentação e tomar a medicação. É uma condição para todos os dias, e é natural que o cansaço, as preocupações e o stress façam parte desse caminho. Há dias em que tudo corre bem e outros em que parece pesar mais.

Quando estamos sob stress, o corpo liberta hormonas como o cortisol e a adrenalina. Prepara-se para agir e, para isso, liberta açúcar para ter energia. Em muitas pessoas, isto faz subir a glicemia. Quando o stress é frequente ou dura muito tempo, pode tornar mais difícil controlar a diabetes, seja do tipo 1 ou do tipo 2.

Mas há mais. Quando estamos exaustos ou sobrecarregados, é mais difícil dormir bem, mexer-nos, planear as refeições e manter as rotinas. A ansiedade pode também fazer-nos olhar para cada valor da glicemia com receio, e essa tensão alimenta ainda mais o stress.

Existe ainda o cansaço emocional de ter de pensar na diabetes todos os dias, sem pausa. Se se reconhece nisto, não está sozinho/a. Sentir este peso não significa que a pessoa seja culpada pelos seus valores. Significa perceber que o corpo e a mente andam juntos.

Por isso, cuidar da diabetes é também cuidar de como nos sentimos. Dormir melhor, arranjar pequenos momentos de pausa e ser gentil consigo próprio nos dias mais difíceis pode fazer diferença. Se sente que o peso é demasiado, fale com a sua equipa de saúde: pedir ajuda faz parte do tratamento, não é sinal de fraqueza.

A diabetes não está “na cabeça”, mas o que se passa na nossa cabeça sente-se no corpo. E cuidar de quem vive com diabetes é olhar para os dois.

Psicologia Clínica, Neuropsicologia e Psicologia Bariátrica