27 de novembro de 2025

Desidratação e Diabetes: riscos, sinais e como prevenir complicações

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Porque é que a desidratação é tão perigosa para quem tem diabetes?

A água é essencial para o equilíbrio do organismo. Quando existe falta de líquidos, o corpo deixa de funcionar de forma adequada – e para quem vive com diabetes, este risco é ainda maior.

Segundo o SNS24, situações como diarreia, vómitos, calor extremo ou febre aumentam a perda de líquidos e podem agravar doenças crónicas, incluindo a diabetes (SNS24).

No caso das pessoas com diabetes:

  • A falta de líquidos pode elevar a glicemia, pois o sangue fica mais concentrado;
  • O risco de cetoacidose diabética aumenta, sobretudo em doentes com diabetes tipo 1;
  • A função renal pode ser gravemente afetada, dificultando a eliminação do excesso de glicose;
  • A desidratação pode provocar alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco.

Sintomas de desidratação em diabéticos

Os sinais são semelhantes aos da população em geral, mas o impacto é mais rápido e perigoso.
É importante estar atento a:

  • Sede intensa e boca seca;
  • Urina escura e em menor quantidade;
  • Fadiga, fraqueza e dores de cabeça;
  • Visão turva e dificuldade de concentração;
  • Aumento da glicemia ou dificuldade em controlá-la.

Nos casos graves:

  • Confusão mental, tonturas, palpitações, convulsões;
  • Perda de consciência ou risco de coma.

Quem corre mais risco?

  • Idosos com diabetes, pela menor perceção de sede e maior fragilidade renal;
  • Doentes com mau controlo glicémico, especialmente em episódios de hiperglicemia;
  • Pessoas sob temperaturas elevadas ou em prática de exercício físico intenso;
  • Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, com risco mais alto de cetoacidose se houver falta de líquidos.

Como prevenir a desidratação com diabetes

  1. Ingestão regular de líquidos – cerca de 1,5 a 2 litros por dia, adaptando ao peso, idade e atividade.
  2. Preferir água – evitar bebidas açucaradas (que descompensam a glicemia) e álcool (que agrava a perda de líquidos).
  3. Fracionar ao longo do dia – beber em pequenas quantidades regularmente, mesmo sem sentir sede.
  4. Alimentos hidratantes – incluir sopa, frutas frescas (melão, laranja, morango), legumes ricos em água (pepino, alface, courgette).
  5. Monitorizar a glicemia com mais frequência em dias quentes ou durante doença, para ajustar líquidos e eventual medicação.
  6. Em caso de vómitos, diarreia ou febre – procurar orientação médica cedo, pois a perda de líquidos nestas situações pode ser rápida e grave.

O que fazer se já existir desidratação?

  • Casos leves a moderados: ingerir líquidos claros e sem açúcar, repousar em local fresco e reavaliar a glicemia regularmente.
  • Casos graves: se houver confusão, tonturas intensas, glicemia descontrolada ou risco de perda de consciência, deve-se procurar de imediato o 112 ou urgência hospitalar.

Para quem vive com diabetes, a desidratação não é apenas desconfortável – é uma complicação séria que pode precipitar crises, descompensar a glicemia e afetar órgãos vitais. A melhor estratégia é a prevenção diária, através de hidratação adequada, vigilância da glicose e atenção redobrada em dias quentes ou durante doenças.

No teu blog adiabetes.pt, poderás ligar este tema a artigos sobre alimentação, monitorização da glicose e cuidados diários para quem vive com diabetes – garantindo conteúdo útil e interligado para o leitor.

Fontes: SNS24 – https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-metabolicas/diabetes/;  Direção-Geral da Saúde –  https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/diabetes.aspx; Sociedade Portuguesa de Diabetologia – https://www.spd.pt/; American Diabetes Association – https://diabetes.org/health-wellness/medication/dehydration-and-diabetes